Construindo Um Entendimento Sobre Liberalismo Social

Sou confesso Liberal Social!

Não se trata de uma expressão com a finalidade de aparentar algo. Não.

Investiguei e continuo estudando acerca das opções de gestão sociopolítica ideal, porque sou cidadão e toda a nossa vida social nos envolve de muitas maneiras.

Daí que, apontar para mim mesmo qual o modo correto (ou menos mal) de pensar sobre política e economia, sobre governança e sociedade, é uma questão absolutamente normal, razoável, necessária e pedagógica.

(1) Definição de Liberalismo Social

O liberalismo social (novo liberalismo) é um desenvolvimento do liberalismo no início do século XX que, tal como outras formas de liberalismo, vê a liberdade individual como um objetivo central.

A diferença está no que se define por liberdade!

Para o liberalismo clássico, a liberdade é a inexistência de compulsão e coerção nas relações entre os indivíduos, já para o liberalismo social a falta de oportunidades de emprego, educação, saúde etc. podem ser tão prejudiciais para a liberdade como a compulsão e coerção nas relações entre os indivíduos; ou seja, a liberdade de uma pessoa demanda o direito dela poder acessar, sem constrangimentos de qualquer natureza, ao seu direito inalienável de:

  • Consciência;
  • Credo e Culto;
  • Trabalhar;
  • Conquistar bens e propriedade privada;
  • Ir e vir;
  • Aprender; e,
  • Ou negar todas estas coisas e ir por qualquer outro caminho – mas, sem que o Estado se intrometa nesta escolha individual e particular.

As ideias e partidos que adotam o liberalismo social são consideradas centristas ou de centro-esquerda. Entendendo objetivamente que, em absolutamente nada, há conjumainação com Socialismo, Marxismo, Fascismo ou mesmo Nacionalismo incontinente.

É uma posição focada na importância de uma Moderação, da busca pelo Caminho do Meio, do Bom-Senso em que a vida coletiva não pode ser esmagada por decisões particulares quando tais decisões impõem a escravidão de toda a Comunidade, ao mesmo tempo que o Coletivo jamais pode cercear o direito das pessoas seguirem por um caminho de liberdade, independência, fraternidade e solidariedade.

 

 

Derivando disso, os liberais sociais encontram-se entre os mais fortes defensores dos direitos humanos e das liberdades civis, embora combinando esta vertente com o apoio a uma economia em que o estado desempenha essencialmente um papel de regulador e de garantidor do acesso à todos (independentemente da sua capacidade econômica), aos serviços públicos que asseguram os direitos sociais considerados fundamentais. Todavia no liberalismo social, o estado não tem obrigatoriamente de ser o fornecedor do serviço público, tendo apenas de garantir que todos os cidadãos têm acesso a serviços públicos, independentemente da sua capacidade económica. Na Holanda, por exemplo, apenas um terço das escolas da rede pública de educação, são detidas e geridas pelo estado, sendo as restantes dois terços detidas e geridas por privados.[7]

A palavra social é utilizada nesta versão do liberalismo com um duplo sentido. Um primeiro como forma de diferenciação dos grupos que defendem correntes do liberalismo como o liberalismo clássico, o neoliberalismo e o libertarianismo. Um segundo como forma de vincar os ideais progressistas ao nível da defesa das liberdades individuais e em oposição às ideias defendidas pelos partidos conservadores. O Liberalismo Social é uma filosofia política que enfatiza a colaboração mútua através de instituições liberais, em oposição à utilização da força para resolver as controvérsias políticas. Rejeitando quer a versão pura do capitalismo, quer os elementos revolucionários da escola socialista, o liberalismo social coloca a sua ênfase nas liberdades positivas, tendo como objetivo aumentar as liberdades dos desfavorecidos da sociedade.

 

 

 

No Brasil lamentavelmente não temos “direita”, no sentido stricto sensu, me refiro a:

1) Edmund Burke (1729-1797),
2) Gilbert Keith Chesterton (1874-1936),
3) Whittaker Chambers (1901-1961),
4) Ayn Rand (1905-1982),
5) Raymond Aron (1905-1983),
6) Barry Goldwater (1909-1998),
7) Richard Weaver (1910-1963),
8) Russell Kirk (1918-1994),
9) Thomas Sowell (1930-),
10) Roger Scruton (1944-).

Ou ainda, para citar alguns brasileiros, verdadeiramente liberais na visão política, mas conservadores da moralidade judaico-cristã:

1) Roberto Campos (1917-2001).
2) Miguel Reale (1910-2006),
3) Roque Spencer Manoel de Barros (1927-1999),
4) José Osvaldo de Meira Penna (1917-2017),
5) José Guilherme Merquior (1941-1991),
6) Antônio Paim (1927-),
7) Roberto DaMatta (1936-),
8) Arno Wehling (1947-),
9) Ubiratan Borges de Macedo (??) (Obra: Liberalismo e Justiça Social)
10) Donald Stewart Jr. (1931-1999)

Na verdade, o contraponto acerca do Comunismo/Socialismo, em sua melhor expressão, nunca foi permitido nas Universidades Brasileiras, desde que FHC assumiu o controle das coisas. O seu Governo esmagou esta possibilidade há 23 anos. Alguns teóricos como Prof. Olavo de Carvalho, sugerem que a coisa vem desde 1930, quando o Partido Comunista, que era Nacional, confrontado pelo Partido Integralista (1932), já tinha uma estratégia armada de dominação nacional que eclodiu com João Goulart e foi rechaçada pelos militares como todos sabemos, de 1964-1985, porém, não na esfera acadêmica que permanece incólume desde 1930 com um crescente domínio que se consolidou com o Governo FHC, Lula e Dilma.

Eu tenho estudado a pauta com cuidado!
Pretendo escrever um ensaio sobre a pauta em breve, então, estou com:

1) “Minha Formação” – de Joaquim Nabuco
2) “Queda do Império” (Obras Completas de Rui Barbosa, Vol. XVI, 1889, Tomo I) – de Rui Barbosa
3) “A Ideia de Liberdade no Século XIX: o Caso Brasileiro” – de Ubiratan Borges de Macedo
4) “Entre o Dogmatismo Arrogante e o Desespero Cético a Negatividade” – de Alberto Oliva
5) “O Dinossauro: uma pesquisa sobre o Estado, o patrimonialismo selvagem e a nova classe de intelectuais e burocratas” – de J. O. de Meira Penna

Concluindo, como uma contribuição ao bom debate …
Sugiro que sejamos capazes de “ler para interpretar” “interpretar para edificar” e “edificar para felicitar” – é hora de um amplo contraponto da direita de verdade à esta esmagadora onipresença do marxismo cultural.

Quem se disser intelectual e não se permitir este contraponto lendo todos estes autores com a mesma voracidade com que leu e foi influenciado pelos escritores socialistas/comunistas, não é intelectual coisa alguma: é um bufão, um tendencioso, um desonesto intelectual e não merece respeito algum!